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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Para onde caminha a humanidade?


Eu fui convidada pelo blog O QUE É ISSO?
de minha amiga Eninha Campos, 
a escrever um texto ou mesmo poesia. 

Convido a conhecerem o ótimo blog dela!

Todas manhãs sou bombardeada 
com muitas notícias desagradáveis 
o que me faz caminhar até o trabalho pensando na vida.  
Sou uma pessoa crítica sobre o certo e o errado, 
sobre o que já vivi e o que vejo nos dias atuais. 

Abaixo o texto publicado no dia 14 de novembro de 2013 :





Poucas décadas atrás, criança só se preocupava com brincadeiras, estudos, deveres e direitos do seu tamanho. Hoje, a infância é bombardeada pela mídia com assuntos diversos, a maioria conflitante e de grande preocupação. Muita coisa tem mudado, mas nem tudo.

Quando se analisa o próprio passado é normal fazer algumas comparações, tais como: não havia tanta violência e traições. 

Havia sim. Sempre houve.

Violência, abusos psicológicos, políticos, sociais e religiosos, sempre ocorreram. Quando passavam do limite tolerável, a resposta vinha usando a força. Fatos cíclicos. 

Vivemos uma eterna tragédia, cada dia contada de outra maneira. No teatro grego, a tragédia era uma viagem em torno das grandes paixões humanas. Para nós, modernos, a palavra “tragédia” indica a ocorrência de um fato doloroso, catastrófico, que pode ser acompanhado de vítimas ou mesmo para descrever o desenlace que concerne às paixões. 

A fome e a miséria são as piores tragédias. Inconcebíveis num tempo tão avançado que pouco se produz de concreto para muitos desesperados. 


De um lado, somos animais doentes e incompletos, incapazes de garantir nossa sobrevivência e nos defender de riscos. Talvez seja um dos motivos para gerarmos tanta violência, impondo nossas incapacidades sociais de convivência pacífica, havendo, portanto, tantas diferenças. Fora as indiferenças.

Em contrapartida, na contramão, o processo evolucionário não privilegia somente os mais fortes e adaptáveis, mas também aqueles capazes de expressar valores que unam os fortes e os fracos para coexistir.

Assim, de outro lado, somos seres humanos, vivendo uns pelos outros, com os outros e para os outros.  Esta integração garante a continuidade da espécie por sucessões.

A exacerbação das forças do eu ou do coletivo tem desequilibrado os sistemas e gerado conflitos de várias naturezas que levam ao limite as relações mundiais.

Então, cabe ao ser humano o cuidado de buscar um equilíbrio consciente e construtivo, cuja missão ética não seja zelar só por si, mas responsabilizar-se por ações não hostis à vida de todos, especialmente ambientais.  Procurar resgatar do passado valores que na atualidade foram desqualificados na constituição das famílias e que faz falta para transformar crianças em adultos mais saudáveis emocionalmente para cuidar deste mundo cada vez mais hostil.

(por Sissym)