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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Olhe para mais longe





Olhe para mais longe.

Se você só olha para perto, como descobrir o que está mais longe?

É olhando para um bom amanhã que se faz um bom hoje.

E você está aqui para ir em frente, fazer mais do que já fez,

por em ação novas capacidades, pisar o freio das más

emoções e ao acelerador das boas.

Faça de si uma boa pessoa.

Edifique um mundo novo dentro de você.

Abra clareiras na mata da ignorância, debruce sobre

o modo como vem se conduzindo e sobre

como pode ser daqui para a frente.

Não deixe a bola cair.

É no calor das lutas que se vê a força que temos.





Lourival Lopes

domingo, 26 de setembro de 2010

Veja - Edição 2184 : "A Corte dos Padrinhos"

Uma das explicações para que somente 2% das vítimas de violência doméstica denunciem é porque precisam de ter muita coragem para lidar com o abuso de poder. Acabam sofrendo violência psicológica, sendo os filhos meios para tal procedimento, infelizmente a justiça é cega, faz politicagem e não o que deveria executar.

Veja Rio n° 36 de 08/09/2010, páginas 22 a 25: "Justiça - Corrupção a 50 Reais" disse: "Em um esquema instalado em pleno fórum, adolescentes de um programa social são contratados por advogados para agilizar processos criminais." A reportagem fala em solicitações para acelerar processos. Francamente, eu não acredito que tais "serviços" sejam exclusivos das Varas de Execuções Penais. Provavelmente, nas demais varas deve haver algum esquema para retardarem ou anteciparem as vistas dos autos pelos juízes, de maneira a beneficiar um e prejudicar outro.


Nesta semana, a Revista Veja, edição 2184, páginas 110 e 112: "A Corte dos Padrinhos" - apresenta uma entrevista com a objetiva e séria Ministra Eliana Calmon que disse:

"Para ascender na carreira, o juiz precisa dos políticos".

Ainda ressaltou que o Judiciário está contaminado pela politicagem miúda, o que faz com que juízes produzam decisões sob medida para atender aos interesses dos políticos...

A corrupção existente alimenta o ego e poder de uns, sem proteger inocentes que estão clamando por justiça. Isso é um problema cultural, um vício, uma doença que atravessa século!


Veja: Por que nos últimos anos pipocaram tantas denuncias de corrupção no judiciário?

E.C.: Durante anos, ninguém tomou conta dos juízes, pouco se fiscalizou. A corrupção começa embaixo. Não é incomum ver um desembargador corrupto usar o juiz de primeira instância como escudo para suas ações. Ele telefona para o juiz e lhe pede uma liminar, um habeas corpus ou uma sentença. Os juízes que se sujeitam a isso são candidatos naturais a futuras promoções. Os que se negam a fazer esse tipo de coisa, os corretos, ficam onde estão.

(...)

Veja: Há um assunto tabu na Justiça que é a atuação de advogados que também são filhos ou parentes de ministros. Como a senhora observa essa prática?

E.C.: Infelizmente, é uma realidade, que inclusive já denunciei no STJ. Mas a gente sabe que continua e não tem regra para coibir. É um problema muito sério. Eles vendem a imagem dos ministros. Dizem que tem transito na corte e exibem isso a seus clientes.

(...)

Para a Ministra, não há lei que resolva isso, é falta de caráter mesmo. Ela frisou que é preciso acabar com a doença que a chama de "juizite".


Não precisa o advogado ser amigo ou parente de ministro, basta ser de desembargadores! Este país sempre será de terceiro mundo, porque a mentalidade é de se levar vantagem em tudo, visando troca de favores, denegrindo a moral e banindo a necessidade dos que sofrem na espera de justiça. Seja criminal, civil, família ou outras, a corrupção é um entrave.


Retornando ao assunto sobre a Lei Maria da Penha: como ela cumprirá seu objetivo se a Justiça não defende as mulheres e seus filhos?! Muitas mulheres de classe média e alta tem conjugues com "Q.I." suficiente para pulverizá-las, usando impunemente as crianças, frutos de um casamento teoricamente baseado no respeito e no amor!







Zé Ramalho - O Meu País: http://www.youtube.com/watch?v=RYXBYknBjAI

"Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo
Um país que crianças elimina
Que não ouve o clamor dos esquecidos
Onde nunca os humildes são ouvidos
E uma elite sem deus é quem domina
...
Um país que é doente e não se cura
Quer ficar sempre no terceiro mundo
Que do poço fatal chegou ao fundo
Sem saber emergir da noite escura
Um país que engoliu a compostura
Atendendo a políticos sutis
Que dividem o brasil em mil brasis
Pra melhor assaltar de ponta a ponta
Pode ser o país do faz-de-conta
Mas não é com certeza o meu país..."

domingo, 19 de setembro de 2010

O que é ou deve ser a vida ?

Cada um de nós é o responsavel por sua propria vida, as escolhas são pessoais.
Se erramos, que possamos aprender e das cinzas renascer.
A cada manhã, agradecer pelo que somos e por viver!
(por Sissym)




Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar o autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...


(Fernando Pessoa)
(Lisboa, 13 de junho de 1888 - Lisboa, 30 de novembro de 1935)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Falando com nossos botoes

Falamos com nós mesmos todos os dias, mesmo se nos custa confessar. Saber que todos fazem isso nos assegura, nos tira da classe dos anormais e nos coloca ao mesmo nível que outros seres humanos. Entretanto, temos que saber até onde vão os limites.

Mas um louco consciente da sua loucura, já não é louco, mas um ser humano consciente das suas limitações.

Um momento a sós com nós mesmos é preciso e benéfico. Pessoas que sentem a necessidade constante de estar em movimento, no barulho, na agitação evitam, muito provavelmente, de pensar nos próprios problemas, seja por medo de enfrentá-los, seja por que não sabem como resolvê-los. O que ignoramos nos faz menos mal. Ao inverso, fechados demais e pensando demais é que algo também não vai bem. A boa medida, sempre e em tudo, traz equilíbrio para nossas vidas.

Em alguns momentos precisamos conversar com nossos botões. Ver, talvez, e rever nossos conceitos da vida, nossas fragilidades, tentar encarar com honestidade nossos sentimentos em relação aos outros, uma forma de nos tornarmos pessoas mais sãs, mais preparadas para contribuir na construção do mundo.

Não podemos consertar o mundo se nós mesmos nos sentimos quebrados. A paz que damos é a que possuímos, então precisamos buscá-la, transformando as pedrinhas que nos machucam em pontes que nos ligarão a outras pessoas.

A solidão é um mal e queremos fugir dela. Mas nós atraímos ou afastamos as pessoas, segundo nossa vida, nossa maneira de enfrentar uma coisa ou outra.

Ninguém é responsável pela nossa vida. Somos grandes. Somos raios de sol e os que querem calor e luz se aproximarão. A nós cabe brilhar. E todos conhecemos a fonte. E para quem ainda não encontrou o caminho, é só procurar.



Letícia Thompson

sábado, 11 de setembro de 2010

Desabafo

Poucas coisas são tão pesadas quanto as palavras e emoções que carregamos dentro de nós. São coisas que não podemos colocar no chão para descansar um pouco e pegar depois, com forças renovadas. Elas nos seguem e, por que não dizer, nos perseguem.

Às vezes nos sentimos pequeninos sim. Às vezes queremos não dizer nada, estar simplesmente nos braços de alguém e fechar os olhos e outras, gostaríamos de gritar nossa dor, nossa revolta e deixar que as lágrimas façam caminho no nosso rosto.

Mas nos calamos... porque reconhecer nossa fragilidade diante de outra pessoa é expôr-se, entregar-se a ela, na nudez da alma. E por pudor, medo, vergonha ou orgulho, não queremos isso.

Portanto, a fragilidade não está em mostrar-se frágil. Só os fortes são capazes de reconhecer suas fraquezas para melhor lidar com elas. Ser forte é desenvolver a capacidade de lidar com as emoções, que corroem o ser como uma doença incurável.

Desabafar é abrir as portas do coração e as janelas da alma. Deixar sair o ar fechado e entrar o sol. É soltar palavras e acolher alívio; é partir para o grande vôo da liberdade que todo mundo anseia.

Mas, claro, é preciso sabedoria para se saber onde vamos. Não podemos sair por aí proclamando a todo mundo que temos situações mal resolvidas dentro de nós. Temos que escolher cuidadosamente as pessoas que são capazes de nos receber com maturidade, sem julgamentos.

Há pessoas que nos fazem crescer. Os grandes amigos estão incluídos nessa categoria. A eles então nossas portas podem ser abertas e as palavras poderão fluir, até que nos sintamos mais leves.

E há ainda e, principalmente, Aquele que mesmo conhecendo nosso íntimo melhor ainda que nós, aceita e pede que nosso coração se abra.

Ele nos pega nos braços, seca nossas lágrimas e nos carrega no colo. Ele nos leva até a praia e nos nos apresenta o raiar do dia e o pôr-do-sol... nos diz que a natureza também dorme, acorda e chora às vezes, mas que assim é a vida e que o importante mesmo é continuar de pé, buscando um mundo melhor.



(Letícia Thompson)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Queira o Bem dos Outros




Queira o bem dos outros

Dê importante lugar aos outros na sua vida.

Não deseje a eles o que não quer para si,
faça como ensinou Jesus.

Os outros são pontos de apoio,
observação e trabalho para você progredir e ser feliz.

Quando você lhes deseja um bem,
esse bem passa a existir primeiro dentro de você e, depois, neles.

Por isso, os que mais desejam o bem aos outros são os mais felizes.

Não meça esforços para ser útil.

O seu esforço é agradável a Deus,
pois estão interligados a você, os outros e Deus.

O que você faz aos outros a si mesmo faz.

Lourival Lopes

domingo, 5 de setembro de 2010

A Sabedoria da Dor

Não faça da sua dor uma máscara,
que coloque em seu rosto a "marca da vítima",
do pobre coitado, da "infeliz de Maria".
Isso só afasta as pessoas e as oportunidades.

Por vezes, a vida, com sua "lousa amorosa",
vem trazendo novas lições, novos caminhos,
e nós, presos ao que passou, ao que mal começou,
ficamos parados na ilusão do tempo,
e sofremos além da conta.


Enterre seus mortos, mas deixe-os lá.
Na tumba que serve de abrigo para os ossos,
porque, Platão já sabia e afirmava,
seus mortos não estão no túmulo,
estão além da sua visão,
mas perto da sua alma, da sua percepção,
seus mortos vivem no seu coração.

Faça da sua dor um aprendizado.
Tire proveito das lições que o desengano promove,
aprenda a reconhecer os sinais do amor,
comece a enxergar os problemas de longe,
fuja das situações embaraçosas,
amores mal resolvidos,
pessoas com mais problemas que você,
dívidas que podem ser evitadas,
compromissos que não te pertencem.

Viva uma vida com sabedoria,
e assim, encontrará, à alegria,
mãe de toda a felicidade.

É tempo de reencontrar a paz perdida,
se afundar no travesseiro sem nenhum medo,
com a plenitude de saber ser merecedor,
de tudo o que é bom, inclusive o amor!


Paulo Roberto Gaefke

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dia de Faxina

Estava precisando fazer uma faxina em mim...

Jogar alguns pensamentos indesejados para fora, lavar alguns tesouros que andavam meio enferrujados... Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais.

Joguei fora alguns sonhos, algumas ilusões... Papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei; joguei fora a raiva e o rancor das flores murchas que estavam dentro de um livro que não li. Olhei para meus sorrisos futuros e minhas alegrias pretendidas... E as coloquei num cantinho, bem arrumadas.

Fiquei sem paciência!... Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão: paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de um amigo, lembranças de um dia triste... Mas lá também havia outras coisas... e belas!

Um passarinho cantando na minha janela... aquela lua cor-de-prata, o pôr do sol!... Fui me encantando e me distraindo, olhando para cada uma daquelas lembranças. Sentei no chão, para poder fazer minhas escolhas.

Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou. Peguei as palavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima, pois quase não as uso, e também joguei fora no mesmo instante!

Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o que farei com elas, se as esqueço lá mesmo ou se mando para o lixão.

Aí, fui naquele cantinho, naquela gaveta que a gente guarda tudo o que é mais importante: o amor, a alegria, os sorrisos, um dedinho de fé para os momentos que mais precisamos... como foi bom relembrar tudo aquilo!

Recolhi com carinho o amor encontrado, dobrei direitinho os desejos, coloquei perfume na esperança, passei um paninho na prateleira das minhas metas, deixei-as à mostra, para não perdê-las de vista.

Coloquei nas prateleiras de baixo algumas lembranças da infância, na gaveta de cima as da minha juventude e, pendurada bem à minha frente, coloquei a minha capacidade de amar... e de recomeçar...


Autor desconhecido
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