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sábado, 31 de julho de 2010

Insuperavel Brandura













Quando você for defrontado por alguém violento,
que o agrida verbalmente ou o ameace fisicamente,
recorde-se de que ele é muito infeliz.
Todo aquele que não recebeu amor na infância ou
foi vítima de insucessos emocionais, sempre perde o
endereço de si mesmo e se torna inimigo dos outros.
Conceda-lhe a graciosa dádiva da bondade que não o
torna mais desventurado.
Não há quem resista a um indisfarçável gesto de benevolência.
Surpreendido pela astúcia dos perversos,
sempre hábeis na arte de infligir sofrimentos aos outros, tenha
em mente que eles são também impiedosos para consigo mesmos.
A sua desorientação provém de experiências amargas,
nas quais sofreram crueldades e abandono.
Proporcione-lhes o ensejo de despertar, dando-lhes compreensão.
Ninguém recusa amor, mesmo que, aparentemente reaja com aspereza,
o que é falta de hábito em recebê-lo.
No pandemônio da revolta que grassa violenta em toda parte,
anunciando desastres morais e conjunturas físicas dolorosas,
reserve-se o direito de permanecer em paz.
O aturdimento que procede de alguns poucos,
facilmente contamina o grupo social que se perturba.
O agitador, é alguém que se sentiu desrespeitado nos seus direitos
de criança e, na ocasião, não soube administrar a ira nem a frustração,
agora tornadas bandeiras de comportamento doentio.
Seja amistoso para com ele, apresentando-lhe o outro lado da existência humana.
O ser carente vive armado contra tudo e todos,
até o momento em que se sente rociado pela presença da brandura.
No crepitar das labaredas das acusações e calúnias contra alguém,
gerando situações asfixiantes e más,
continue portador de generosidade para com a vítima.
Quem delinqüe, perde-se no labirinto de terríveis alucinações morais.
Não fustigue mais o desditoso, antes aplique temperança para com ele.
O solo que arde, não pode receber mais calor, e sim,
água refrescante que lhe diminua e aplaque a temperatura elevada.
Todos somos sensíveis à compreensão de alguém para conosco.
Perseguido pela inveja ou malsinado pela insensatez daquele que
não gosta de você, resguarde-se na compaixão para com ele.
A insegurança que o leva a afligi-lo é resultado da família com a qual
viveu e de quem somente recebeu lições de impiedade e malquerença.
Ele gostaria, por certo, de ser como você, e,
na impossibilidade de que se dá conta, tenta amargurá-lo.
Ofereça-lhe o silêncio em resposta de brandura,
que o alcançará inexoravelmente, alterando-lhe a atitude interior.
Nada pode detê-la, e quem a recebe jamais prossegue como antes.
Na raiz de muitos males, que afligem e desconcertam a criatura,
o desamor de que foi objeto, na atual ou em anterior reencarnação,
é o responsável pelo seu transtorno.
Naturalmente, quem lhe experimenta o aguilhão impiedoso
deseja libertar-se, defendendo-se e acusando, reagindo.
Não existe, porém, defesa real quando se agride nem se
conquista harmonia quando se entra em debates de violência.
Nunca aceite as injunções do mal nem as arruaças dos desordeiros,
simplesmente deixando de conceder-lhes consideração.

Você cresce na vertical do amor,
tendo por dever levantar caídos e
nunca torná-los mais vulneráveis
ao mal que neles reside.
Viva com brandura e esparza-a,
tornando o mundo melhor e
as criaturas menos desesperadas.


Somente quem ama e se reveste de bondade pode resistir aos conflitos e
desafios perturbadores da sociedade agressiva que prefere ignorar o Bem.


Marco Prisco
Londres, 21-6-98 .
(De “Luzes do alvorecer”, de Divaldo P. Franco – diversos espíritos)

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6 comentários:

  1. Oi Syssim, realmente nimguém recusa o amor e por isso, através desse sentimento cada um, de sua forma, poderá mudar a sociedade...
    abs

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  2. quanto mais porrada, mais valente eu fico. pois é mas, individualmente, é simples. o braço pesa muito mais, quando embaixo dele estão alvos mais frágeis. eu não tenho como avaliar o tamanho do ferimento se aquele braço mirou num alvo, e acertou, menos forte que eu. aí é melhor não valorizar o meu ferimento, continuar durona, pra poder tentar cuidar do outro, mais fraquinho, que levou porrada junto.
    isso já dá uma trabalheira danada, e é o que precisa ser feito, efetivamente. o traste que se ache pela vida ...

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  3. @ Ana: Realmente é um sentimento importante para convivio com a sociedade.

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  4. @ Re: voce me fez lembrar de minha infancia! uma passagem nela! Bjs

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  5. Sissy, minha linda!
    O amor é transformador...falamos algumas vezes sobre isso...Somente através dele, aliado a benevolência é que poderemos mudar as pessoas. Seja num toque, no aperto de mãos ou como temos feito: escrevendo mensagens de estímulo para o amor...
    Você é um doce e não posso imaginar nada diferente de brandura em você, minha amiga!
    Grande beijo,
    Jackie

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  6. @ Jackie: o amor com certeza é transformador. Amor aos nossos, ao proximo. Mas existem pessoas que não aceitam e não querem receber os efeitos do amor.

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