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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Reinvenção (Cecília Meireles)


A vida só é possível
reinventada.

Anda o sol pelas campinas
e passeia a mão dourada
pelas águas, pelas folhas...


Ah! tudo bolhas
que vem de fundas piscinas
de ilusionismo... - mais nada.

Mas a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada.

Vem a lua, vem, retira
as algemas dos meus braços.
Projeto-me por espaços
cheios da tua figura.
Tudo mentira! Mentira
da lua, da noite escura.

Não te encontro, não te
alcanço ...
Só - no tempo equilibrada,
desprendo-me do balanço
que além do tempo me leva.
Só - na treva,
fico: recebida e dada.

Porque a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada.

(C.M.)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Comparem a sutil diferença!

Vejam como é bom ser carismático!











Mas... nem todos são!






Buááá !!!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Andanças Virtuais: Eles falam demais também


Nesta 5a.feira pp encontrei-me com uma grande amiga dos tempos de faculdade, fomos num animadíssimo Happy Hour.
Nós duas tínhamos ficado uns 5 anos sem nos comunicar, ela morando em outro país, eu noutro, pra lá, pra cá, enfim, através do Orkut nos reaproximamos. Voltamos a nos falar, sair, divertir, como se não nos encontrássemos a apenas um mês! Coisas de amigas.
Uma das últimas vezes, ela me convidou para um lançamento de livro no Palácio da Cidade (foi interessantíssimo, além de reencontrar outros tantos amigos) e depois esticamos até o Instituto Moreira Salles para a inauguração da exposição do fotógrafo, já falecido, Alécio de Andrade (simplesmente divino).
Naquele dia tinham muitas pessoas no Instituto, mal dava para se andar, travei novas amizades e me diverti o quanto pude.
Voltando ao nosso Happy Hour, reencontrei algumas daquelas novas amizades que conheci na Gávea, RJ. Uma delas logo se recordou de mim:
- E o livro, não?! Que coisa, nunca vou esquecer!
Sim, imaginem que fui ao toillete no Instituto, carregava um livro enorme ganho no Palácio, lavei as mãos, as sequei e.... onde está?! Uma garota teve a ousadia de pegar e eu sabia quem era, só tínhamos nós duas lá dentro... e ao sair, as demais que estavam me aguardando do lado de fora também a viram... essa história fica para outra hora.
Voltando ao papinho, olhei para a cara dela, expressão facial tipo "pois é"! E lancei:
- E aquele caso mal resolvido da internet?!
Oba! Hora de distrair! Vamosl lá! Num site de amizade ela conheceu um "cara legal". Eles tinham realmente algo muito em comum, exceto morarem longe. Ela aqui no Rio e ele em Belo Horizonte (apenas 439Km de distância). Umas 6 horas de carro ou 1 de avião. Nada que telefonemas, MSN ou torpedos não resolvessem.
Mas aqueles olhos outrora faiscantes, ao falar deste suposto "amor", estava agora muito reticentes, meio tristes:
- Ele era muito envolvente, mas só falávamos durante a semana, chegava fim-de-semana sumia!
- Então era casado.
- Não. Isso não era. No início até me ligou em alguns fins-de-semana.
- E...?
- Foi só eu começar a ligar que ele começou a se esquivar. Ou seja, ele ligava e falava quando bem entendia; na 3a. vez que eu liguei para ele já fui "taxada" via torpedo mesmo.
- De que? Chata?
- Qualquer coisa do gênero. Então ele começou a esfriar comigo. Se eu tentava ficar na minha, ele então procurava-me e se eu ficasse um pouco mais calada era tida como mau-humorada.
Estou aqui cortando uma série de perguntas das demais amigas, cada uma com pontos de vistas semelhantes, sendo que algumas são mais frias tipo "mata e esfola". O que eu mais tenho ouvido falar são de amigas que "conhecem" homens virtuais e de repente eles são uns problemáticos vagantes.
- Ahhh... - continua ela ... e toda vez que íamos nos conhecer era um tal de: morreu fulano, enterrou ciclano, o ladrão entrou pela janela, o carro quebrou... arghhhh
Então ela disse algo que mecheu com todas! Maior burburinho, todas queriam comentar ao mesmo tempo e com direito aos ouvidos alheios que vieram dar graça contando outras histórias.
- ... e ele me ligou meio assim querendo não dizer, mas disse que não íamos nos falar nem nos ver novamente neste fim-de-semana, eu sentei desanimada e comecei a perceber uma coisa COMO ELE FALA!!! E TEM GENTE QUE ACHA QUE SÓ MULHER QUE FALA PELOS COTOVELOS! Aí eu me dei conta que sempre estou ouvindo e ele mal me ouve, que eu me interesso pelo que ele tem a dizer, mas ele nem quer saber como foi o meu dia ou como eu estou ou quais são meus planos!

Puxa, aí eu já estava era quieta e voando para o meu mundo, traçando paralelos.
Sim, como tem homens egoístas. Como tem homens que falam muito e nada ouvem, talvez para nos lubridiarem. Um jogo para perdermos o foco, o desejo de falar ou querer, o gosto e o prazer, e começar a desinteressar. Pode ser que nesta armadilha virtual, conheçam outras Marias, Anas, Silvias, Bias, etc, e façam do jogo das palavras o do amor prometido, a fim de ver onde vai amarrar o bode deles. Mas nem é preciso vagar nestes mundos intocáveis, jamais alcançados fisicamente, apenas mentalmente, para descobrirmos que muitas vezes não somente falamos sozinhas, como também não somos igualmente ouvidas. Eles são capazes também de falarem muito de si e simplesmente, quando saciados, dizerem que estão ocupados e precisam desligar.

Respirei fundo, afinal eu tinha mais sorte, era melhor ficar calada para evitar olho gordo.

Então voltei ao mundo, virei-me para minha amiga dos tempos da faculdade e perguntei curiosa:

- Paola, eu reparei que está usando um sobrenome diferente, é francês. O que aconteceu em tão pouco tempo ? - todas prestaram atenção para ouvir a resposta também.
- Adotei o nome de pedigree do meu cachorro. Cansei do ex...


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Desencanto











Portrait of the Artist's Wife (Nina Bruni),
1917 por Lev Alexandrovich



Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
- Eu faço versos como quem morre.

* Manuel Bandeira *

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Pessoas, Doenças e Religiões

Neste mês de Janeiro de 2009 o ator John Travolta chorou a perda de seu filho Jeff, aos 16 anos, que morreu vítima da Síndrome de Kawasaki. Há críticas sobre a religião que a família Travolta segue: Cientologia.

É difícil afirmar que pais instruídos permitam ver um filho sofrer e morrer por doenças e/ou acidentes sem nada fazerem, não podemos acusar ninguém. A verdade é que qualquer pessoa chegará ao fim de sua vida, não importam os recursos financeiros que tenha, quando Deus assim desejar. Contudo, Deus deu ao homem o poder de fazer pequenos milagres, porque somos seres inteligentes, capazes de aprender e evoluir. Se cientistas conseguiram estudar e colocar em prática remédios, exames, cirurgias, etc, para sanar a dor, para curar, dentro do possível, por que algumas pessoas teimam em não aceitar?

Não é apenas a Cientologia que faz restrições a intervenções médicas, e não quero criticar nenhuma delas, não suporto me meter em religiões. Abaixo venho esclarecer dois temas:


Síndrome de Kawasaki:


A Síndrome de Kawasaki, conhecida também como doença de Kawasaki, é uma vasculite que pode provocar aneurismas, principalmente das artérias coronárias. A doença de Kawasaki é uma enfermidade que atinge boca, pele e nódulos linfáticos e afeta crianças abaixo de 5 anos de idade. Sua causa ainda é desconhecida, mas se seus sintomas forem reconhecidos logo, as crianças com esta doença podem se recuperar completamente em poucos dias. Se não tratada, pode levar a sérias complicações que podem envolver o coração. Não é uma doença hereditária, mas pode existir predisposição genética. Ela é mais freqüente nas crianças japonesas, mas existem registros de ocorrências em todo o mundo.

Esta síndrome se caracteriza pela inflamação das artérias. Ocorre mais em meninos, 80% dos casos até os 5 anos. Alguns sintomas são: febre, conjuntivite, manchas vermelhas e irritação na pele, vermelhidão na língua, na garganta e na boca. Podem durar duas semanas e desaparecer. Mas, em 2% dos pacientes, pode formar aneurismas nas coronárias, o que é grave.


Cientologia:


Famosos como John Travolta, Tom Cruise, Michael Jackson, Juliette Lewis, Anne Archer e Lisa-Marie Presley têm em comum a fama, o dinheiro, além de serem adeptos da mesma religião. É uma “religião” que cada vez mais apresenta artistas famosos de Hollywood.

Como surgiu? E quais são os fundamentos?

A Cientologia é um sistema de crenças fundado em 1952 pelo autor de ficção cientifica L. Ron Hubbard (1911-1986 b. Tilden, Nebraska). A doutrina tem influências de outras religiões, como o hinduísmo e o budismo, e de ciências humanas, como a psicologia

Para a Cientologia o homem é bom e composto de três partes: corpo, mente e espírito. Ele é visto como ser imortal. A experiência do homem vai além de uma só vida. A Cientologia assegura que a sobrevivência do homem depende de si mesmo, de outras pessoas e da sua interação com a comunidade cósmica.

Note que este movimento entende que o corpo é um componente indesejado do ser humano. Completa afirmando que nós não pertencemos a esse corpo físico, pois é mau.


A mente humana é limitada e não permite ao indivíduo tomar consciência de que ele é destinado a sobreviver. A mente é o sistema de comunicação entre o espírito e o mundo ambiente.


O espírito (na Cientologia, Thetan) é onisciente e imortal e, sendo capaz de percorrer várias vidas. O espírito é o que você traz de bom e de ruim desta e de outras vidas. O estudo diz que no início, todos os espíritos eram felizes vivendo num eterno presente, mas acharam que era uma situação aborrecedora e “resolveram” criar o universo. Só que os espíritos tornaram-se vítimas da sua própria criação, esquecendo-se de que o mesmo fora gerado por eles.

A prática principal da cientologia é uma atividade conhecida como "audição" ou "auditoria" (do inglês auditing), que procura levar um adepto a um estado de clareza, numa libertação das influências da mente reativa. A prática é executada por um conselheiro chamado "ouvidor", que dirige uma série de perguntas ao interessado para entender e gravar as suas responsabilidades e conhecimentos adquiridos. O objetivo é capacitar o interessado a restabelecer o controle volitivo e de percepção do material previamente guardados na sua mente reativa.Devido à característica eclética, a Cientologia tem procurado, nos últimos anos, designar Deus como um "Ser supremo" ou "Força de vida", com o propósito de chamar a atenção de pessoas de qualquer segmento religioso.

Críticos tem atacado a organização chamando de "Igreja da Cientologia", acusando-a de "lavagem cerebral" e outras táticas para influenciar membros para doar grandes quantidades de dinheiro em cultos práticos padronizados. Porém membros e líderes a defende enfaticamente. Alguns inimigos jurados da Cientologia acusam a organização de manter uma operação "pasta negra" contra seus oponentes. Em alguns países, especialmente na Europa, governos e côrtes concordam com os críticos acerca dos efeitos negativos da cientologia.

Fonte: Wikipédia

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