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terça-feira, 3 de março de 2009

Somente em cinco minutos!


Eu vou descrever duas cenas que aconteceram na minha frente e não tive oportunidade de fotografar.
Eu estava no Downtowm, ao anoitecer segui a pé para a Avenida das Américas (Barra da Tijuca, Rio de Janeiro), a fim de atravessar a avenida e tomar um ônibus. Antes de alcançar a saída de carros tanto do Downtown quanto Città América vi uns 08 micros vultos correndo rapidamente como cervos. Sim, porque também saltitavam. Corriam em zigue-zague, pulavam aleatoriamente. Os carros, na saída dos dois shoppings, pararam como se dessem cobertura para que alguns transeuntes pudessem se proteger. Os meninos vinham não sei exatamente de onde, nem sei como os pressenti, ouvia música no mp4. Segurei fortemente minha bolsa e cheguei com cautela próximo aos carros.
Acreditem, aquelas crianças com aparência de 08 anos, não mais, saltaram como pulguinhas e alcançaram as janelas traseiras de um ônibus que não parou nem abriu porta para eles. Um a um, entraram pela janela, de um ônibus muito alto até para um adulto. A agilidade era feroz. Um último ficou meio que dependurado. Eu olhava tudo aquilo, lamentava não ter podido fotografar, melhor filmar, pois era inacreditável. A velocidade deles era impressionante.
Então, já no sinal, que após às 18:30H nem atleta atravessa mais do que 2 pistas, um absurdo colossal, perigoso também, vi um homem bem vestido sair de sua pick-up poderosa e vir contra dois adolescentes de rua que portavam nas mãos lava-vidros. Quem tem carro odeia isso, dizem que usam produtos desconhecidos e podem prejudicar a pintura, eles fazem isso sem perguntar se é permitido. O homem ficou uma fera, o rapaz de cabelos descoloridos o revidava. Eu estava ali s o z i n h a quando o motorista sacou sua arma. Intimidou, porém não assustou completamente os dois indivíduos. Especialmente o de cabelos claros, porque rebatia a discussão.
Eu pensei: nossa, em menos de 05 minutos eu poderia ser assaltada e até morta! Sem ter ninguém por perto! Eu me senti totalmente refém de uma cidade sitiada por bandidos de todas as idades.
Eu admirei a coragem daquele homem, ele correu risco sim, porém estava muito seguro de si; creio que se houvessem mais cidadãos capazes de um ato deste porte talvez dariam um basta a tamanha sem-vergonhice, os bandidos temeriam e saberiam que quem manda é a sociedade, contudo esta nada mais faz, por medo, omissão, inversão de valores, além da falta de se sentir segura do amparo da lei.


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5 comentários:

  1. Sissym,

    Não é para deixá-la em pânico, mas isso não vai melhorar, enquanto não forem feitos trabalhos sociais com esses jovens que são produtos da enorme diferença social existente em nosso país e do nosso Estatuto da Criança e do Adolescente, que como toda lei, acaba protegendo aquele que transgride, sendo muito comum, os adultos usá-los, pois a eles a lei não atingirá.

    Seriamente, é um caos, mas ainda consigo ter pena desses jovens que sequer tem noção das consequencias espirituais dos crimes que cometem, por desejar um tênis de marca ou porque foram orientados por adultos.

    Infelizmente não podemos ajudá-los, por não temos outro caminho para apontar e porque jamais conseguiríamos subir as ladeiras de uma favela sem a permissão de seu dono 'o traficante'.

    Então cabe ao governo, abrir essas portas para que nós possamos ajudar e essa ajuda tem uma implicação enorme. Todos eles precisam de apoio social, psicológico, psiquiátrico e religioso. Todos têm que conhecer os verdadeiros valores da vida, voltar a estudar para conseguir o que desejam através de um trabalho honesto.

    O difícil é o governo abrir essa porta de ajuda, pois a ele não interessa uma população concientizada e instruida.

    As coisas vão ficar como estão.

    É isso,
    Cris

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  2. Infelizmente isto acontece muito nas cidades grandes, as vezes da no jornal cada notícia que é de se ficar de boca aberta.
    Aqui onde eu moro, tem 180 mil habitantes mais ou menos, e eu ja ando na rua com um certo cuidado, as vezes pego um caminho mais longo para chegar onde quero, apenas por medo.Nem imagino o que deve ser andar a pé em São Paulo, Rio de Janeiro.
    É uma pena que seja como a Cris disse, ali encima, isso vai ficar que está, talvez até piore, aliás acredito que a tendencia seje esta. ;\

    Ahhhhhh!! Sissym! Adorei demais o que você fez com as notícias, ficou muito show, parabens!! =D
    Abraços!

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  3. É complicado, vivemos em uma terra sem lei, já que a polícia não consegue fazer seu papel de proteger a sociedade. Acredito também que o motorista agiu errado ao sacar a arma. Muitas vezes quem anda armado são pessoas fracas psicologicamente que sem nenhuma razão saem atirando. Uma pena.

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  4. Nossa! Quanta emoção você não passou, não e?

    Aqui em São Paulo, todos os dias eu passa cada emoção no trânsito que você nem imagina. São motoqueiro que pensam que as ruas e as estradas são somente para eles. São motoristas que não respeitam as leis de trânsito e muito mais coisas ruins que não tem um dia siquer que não ocorrem.

    Abraços

    Francisco Castro

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  5. Sissy,...

    Nossa, moro no interior, tenho tanto medo de cidade grande...
    Meus filhos estão em Goiânia, oro a todo momento e peço o mesmo pra eles.

    Como é inseguro andar numa cidade grande! Não quero morar nem mesmo. Pra ser sincera, nem gosto de passear em cidades grandes. (kkkk)

    Bj, amiga,

    Lena

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