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domingo, 22 de março de 2009

Responsabilidade no Ar

Eu estava ontem num churrasco quando um casal chegou, entre tantos assuntos o marido começou uma conversa interessante e para mim não tão estranha. Ele é piloto de aviões comerciais de grande porte, linhas internacionais, trabalhou muitos anos para companhias aéreas estrangeiras.

Ele começou falando sobre um tema recente que trata da obrigatoriedade da proficiência da língua inglesa dos comandantes de linhas internacionais. Ele apoia que inclusive se fale espanhol, porque são os idiomas que servem de base para comunicação radiotelefônica entre pilotos, controladores de tráfego aéreo e operadores de estações aeronáuticas. Alberto, nome dele, disse que conhece excelentes profissionais que arranham inglês e pousam em principais aeroportos do mundo.

Mas Alberto não parou a questão por aí, então entrou num assunto que sempre ouvi de minha mãe que já foi comissária da Panair: álcool.

Ela ria contando caso de seus colegas totalmente bêbados pilotando naves e jamais ter acontecido absolutamente nada porque tinham o piloto-automático, o co-piloto, etc para aliviar a questão.

Alberto falou de casos que aqui no Brasil não divulgam muito. Ele diz que tratam do assunto como se fosse fatos isolados porém ele mesmo conhece profissionais que voam bebados.

O ex-marido de uma amiga fez prova e passou para master, pousavam jumbo em Nova Iorque e jamais teve um acidente. Agora, para a felicidade de todos, está aposentado. Eu ficava chocada porque quando ele estava em terra já foi trazido para casa por ter caído de tanto beber.

Algumas companhias aéreas informam que nenhuma quantidade de álcool é tolerada por elas enquanto a tripulação está trabalhando ou até 12 horas antes do embarque.

Os pilotos não precisam de ter bebido muito álcool para estar em apuros. Na Grã-Bretanha, por exemplo, as regras são cerca de quatro vezes mais rigorosas do que para os automobilistas. O limite legal para os pilotos é de nove microgramas de álcool em 100 ml de ar, enquanto para motorista de automóvel é de 35 microgramas. E a punição para a violação dessa regra é justificadamente grave.

Alberto acredita que provavelmente nunca houve um acidente de avião comercial onde o fator álcool foi identificado como existente ou mesmo significativo. Ele diz que o que poderia ser mais interessante é que os resultados de investigações mostram que altos níveis de fadiga pode prejudicar o desempenho da mesma forma como o álcool faz. A fadiga é uma verdade muito mais preocupante como ameaça contra a segurança do uso do álcool. O piloto com mensuráveis álcool em seu corpo é um fenômeno quase incomum, embora existente. Fadiga é agravada devido a longos períodos diretos e diferenças de fuso horário. Todos querem otimizar a segurança, mas ninguém está disposto a pagar por isso.

Eu gostei muito do papo, porque é sempre bom ouvir de quem está sempre na ativa. Uma observação, eu não vi em nenhum momento ele tomar sequer uma tulipa de chopp, quando tentaram servi-lo eu o ouvi dizendo que voaria no dia seguinte. Aliás, da ultima vez que estivemos juntos num restaurante, ele também não bebeu, disse que ia voar no dia seguinte.

(por Sissym)

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10 comentários:

  1. Olha isso é algo que preocupa, até porque os pilotos que bebem são irresponsáveis. Eu até acho que deveria ser proibido o consumo de bebida alcoolica para passageiros nos voos. Não sei porque alguém quer ficar enchendo a cara em um avião. Não tem motivos. Quarta-feira estarei indo para Buenos Aires, só espero não pegar um piloto "calibrado". Beijos.

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  2. Menina, tô pasma!
    Melhor continuar com meus pés no chão...

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  3. eu nunca conheci ou ouvi falar de pilotos de voos comerciais que usassem alcool - alguns amigos que pilotam teco-teco para pulverizar lavouras somente saiem do chao cheirados...literalmente. abraços sissym.

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  4. Pois é, Sissy. Eu não acho que estamos nem perto da segurança mínima por aqui. Ainda mais São Paulo que tem trânsito até de helicópteros. Duvido que a manutenção e preparo de todos esses pilotos seja confiável. Só nos resta torcer...

    Beijos

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  5. Isso é muito preocupante Sissym, sabendo disso como vamos ter a confiança de que estamos voando com um piloto igual ao seu amigo ou se estamos com um inresponsável? Prefiro viagem via terrestre.
    Abraços.

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  6. Quem me garante que nunca aconteceu um acidente porque o piloto tava de porre? Normalmente, quando uma aeronave cai, não sobra muita coisa para a autópsia e a necrópsia fazerem a respeito.
    Vale a reza...kkkk
    Beijos

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  7. E eu que nunca andei de avião depois de saber uma coisa dessas... mas tudo bem, sou homem com H, rsrsrsrsrs, coragem é o meu lema, se um dia tiver a oportunidade de voar, nem que seja num teco-teco, vou sem pensar duas vezes!

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  8. No comentário acima, eu quis dizer: ... nem que seja num teco-teco, NÃO vou sem pensar duas vezes! (faltou o NÂO)

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  9. Confundi mais neh? Bom, eu quis dizer que de kualker forma que aparecer para min voar eu vou!!! pronto.

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  10. Ao acessar meu site, clik no menu HUMOR, com certeza vc vai achar muito mais.

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Obrigada