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sábado, 7 de março de 2009

Limite

Uma vez tive um sonho fantástico, num tempo que eu tinha muitas perguntas: na adolescência. Eu estava descobrindo o mundo e o mundo estava me vendo.

No espaço havia o silêncio, vou tentar explicar, porque desejo que "ouça" este silêncio: "escuro luzente, corpos celestes distantes, névoas, um som como ecos distantes"

Haviam duas luzinhas brancas de tamanhos diferentes, eu era um pouquinho maior, assim como a flor de algodão. Deslizávamos no espaço. Eu sempre deslumbrada, corria para um lado e outro, desejava ver tudo, enfim estava ali! De repente um puxão, assim, como se houvesse uma corda na minha cintura. Eu voltei atrás, um pouco decepcionada.

- Sim, mestre - eu falei com resignação.

- Tudo na vida tem um limite, você alcançará tudo que puder, mas tudo tem o seu tempo.

O silêncio do pensamento. Depois ele continuou num tom fraternal e simpático:

- Veja ali, pode ir ver o que tanto procura. Lá é o limite no momento, mas só poderá observar.

Então eu saí feliz disparadamente e parei. Olhava encantada acima de minha cabeça. Passavam, melhor, deslizavam, poderosas naves. Uma frota. A maior acabou de navegar por cima de minha cabeça. A sensação como se estivesse vendo balões flutuando no céu.

Então, voltei até o mestre e agradeci. Disse ter entendido a lição e sabia que era hora do regresso. Então, mais uma vez, o meu corpo quicou na cama e acordei.

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Um comentário:

  1. Oi Sissym

    Lindo texto.
    Tudo a seu tempo, mas não custa nada sonhar, não é mesmo?

    Beijão.

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Obrigada