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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Infância conturbada












Nesta tarde ensolarada
o meu coração dispara
é ela, minha querida
que me olha pela vidraça.

Nos lindos olhos de menina
cinza azulados brilham
a dúvida neles germina
e as lágrimas brotam.

Fui visitá-la na escola
entre alegria e glória
o meu coração assola
nossa triste história.

Olho profundamente
porém nada vejo
algo está diferente
sinal de relampejo.

Não aceita seus brioches
embora sejam seus prediletos
não foi por deboche
mas não pode levar objetos.

Livros, sonhos ou brinquedos
nada deles ela tem direito
a levá-los corre todo o risco
de encontrá-los no lixo.

Numa guerra-fria unilateral
meu coração perde esperança
não se cumpre a lei universal
dos direitos de uma criança.

Corro varas em vão
suplico sem encontrar
justiça nem compaixão
o tempo passa aniquilar.

A infância perde então leveza
porque magoas tem o espírito
tolindo o destino de sua beleza
de um futuro prometido.

(de Sissym, mãe)

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5 comentários:

  1. Muito bonito! Tocante! Gostei do seu poema.

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  2. O poema é leve e solto, mas o tema é pesado, crítico, triste. Boas inpirações a você Fada.

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  3. Olá, a poesia deixa o sentimento aflorar com a esperança de que o imaginado aconteça. É na poesia que vemos a realidade que pode não aconteçer. É na poesia que a utopia pode se realizar.

    Excelente poema!

    Abraços

    Francisco Castro

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  4. Apesar de um pouco triste a sua poesia está muito linda, reflete a maneira de expressar o sentimento que está em sua alma.
    Abraços.

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  5. Muito linda também, vou dar mais uma olhada nas poesias, as que eu li, gostei bastante. ^^

    Até. :P

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